terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bruce e os Independentes

“Nunca aceite um não como resposta e nunca pense que algo é impossível. Certo, na verdade nem todos podem conseguir isso, mas o importante é nunca arriscar sua integridade. Um conselho: divirta-se sempre. Faça o que deseja por paixão verdadeira e não apenas pelo dinheiro.”

Bruce Dickinson, vocalista da Melhor Banda do Mundo, em mensagem aos novos músicos que sonham com a fama e fortuna.

Acho que vale para os novos-escritores-ainda-não-publicados também, e hoje passando pela Feira e falando com o Tales até voltei a pensar em fazer o um pouco eterno livro em edição independente e lançar no ano que vem, até porque já estou escrevendo a segunda versão do segundo romance, então é como se já estivesse escrevendo o terceiro livro e o primeiro ainda não foi publicado. Quem sabe rolamos os dados e pagamos para ver até onde meu livrinho vai?

De qualquer forma, semana passada madruguei quase todos os dias (a exceção do trabalho na sexta e da aula no sábado) para escrever. Uma das melhores heranças de minha temporada em Taquari foi essa: levantar cedo, tomar chimas enquanto o sol nasce e trabalhar. Ainda temos que arrumar a maledita impressora para ler o texto no papel, mas o que importa é que a coisa está andando. Pelo menos semana passada andou. Da Feira tivemos importantes aquisições literárias, que vão desde Mario Benedetti e Juan Carlos Onetti até John Fante e Dashiell Hammett. Fora os módulos do Senad que tenho que estudar, e hoje ainda temos teleconferência às 14 e 30, e formatura no Mãe de Deus no começo do ano que vem.

Enquanto isso, milhares de carinhas estão correndo para escrever um romance até o fim do mês.

Então, pra eles e pra nós: get busy.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cannon e os Novos Começos

“O dia para mudar é hoje”, não é mesmo? Faz umas duas horas que escrevi a primeira página da nova versão da minha novela, e se eu mantiver a disciplina e a perseverança bons ares literários me aguardam. Descobri uma pérola do mestre Cannonball, estou retomando os estudos noturnos do Senad, e logo mais vou reservar um tempinho para ler o último conto do Marcelo.

Lá fora chove.

E hoje estamos bem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

So What

Pois que 19 anos depois da primeira vez em que toquei ao vivo, hoje os tais Motivos de Força Maior me trouxeram inesperadamente de volta à Cidade-sorriso, uma semana antes que o esperado. Então revejo Rocky dizendo que o que importa não é o quanto se apanha, mas o quanto você consegue apanhar e seguir em frente, feito uma oração, e ouço Miles, o único capaz de traduzir o sentimento deste começo de semana, e de novos começos mais uma vez: So What, e a luta continua.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rumos e Benedetti

Mas existe verdadeiramente outro rumo? Na verdade, só existe a direção que tomamos. O que poderia ter sido já não conta.

Quem de nós, Mario Benedetti.

Em tempo: chegou ontem o kit do Senad, com livro, guia do estudante e videoaula. Bom para estudar nos dias em que não sobra tempo para a web lá na clínica.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

De volta ao caderno

Enquanto ouço Mobley, na tarde de terça de volta à cidade-sorriso na minha semana de folga, e vejo minimizadas no monitor as aulas que comecei a estudar para a prova de sábado, em uma rara hora que consigo sentar aqui para escrever (resistir é preciso), entre a primeira e a segunda xícara de café, antevejo as páginas que consegui escrever de volta ao caderno nos minutos finais pós jornada de trabalho em meu quarto na City of Taquari, a espera de serem jogadas em meu computer, trabalhar e retrabalhar o texto, e penso nos comentários da Mademosoille de ontem, e vejo como ando escrevendo períodos longos no texto, estamos na oitava linha do word e ainda não coloquei sequer um ponto no texto, mas e daí, fluxos de consciência são um barato, ainda mais quando a gente vai solando pelas palavras, e sorrio agradecido à Providence pelo que minha vida se tornou, em plena terça de tarde, os indicadores do Blogger mostram que tenho leitores nos Estados Unidos, Russia, Alemanha e na França, veja você, imagina comentários em cirílico aqui, bem que podia, mas o mais importante é continuar escrevendo, lendo, estudando & acreditando, enquando a primavera se faz de outono, e que bom que é assim, pausa para respirar enquanto Kelly sola o piano e termino a segunda xícara de café, desta vez com chantilly e swingo junto com Blakey, life’s good, e nosso amor está aqui para ficar.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

From Taquari

Depois de levar meu caderno na mochila pela terceira semana e nada de escrever, finalmente consegui deslanchar. Há três noites que ando rabiscando a nova versão da história de Carol, já que na cidade-sorriso as tarefas (ou a má administração do tempo) me consumiram, o ar do campo em Taquari, depois que cessa o serviço, o que acontece invariavelmente tarde da noite, tem rendido literatura. Até estou experimentando recontar essa história na Primeira Pessoa, já que segundo comentários os pontos altos da narrativa foram os trechos usando o Eu. Não apenas por isso, claro, mas sigo experimentando, desbravando o texto, testando possibilidades.

Que bom, a coisa não morreu.

sábado, 17 de setembro de 2011

Bovec

Quando tudo o mais estiver perdido, ainda restará o futuro.

A frase de Bovec traduz um pouco o que acredito sobre novos começos e esperança, enquanto escrevo ao som de um dos discos mais demolidores de todos os tempos, e penso na lista de afazeres que fiz no ônibus de volta a Cidade-sorriso, inclusive escrever, já que durante minha all day hard working week não sobra tempo para esses luxos da arte.

Resistir é preciso. Quem sabe esta semana não começo enfim a contar a nova versão da história de Carol e Naomi?