Talvez um café italiano para dar um clima na friday night. Talvez o jazz.
Talvez, quem sabe, agora.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Jazz Message #2
Coloco Hank Mobley para tirar a ferrugem da escrita e me
fazer sonhar que o frio já voltou, afinal estamos na cidade em que acontecem as
quatro estações do ano no mesmo dia. Se quiser conseguir o que os outros não
conseguiram, terá que fazer o que os outros não fizeram, alguém disse (essas ideias são mais aprofundadas aqui neste texto in english). Falaram
em determinação, em não perder horas na internet em vez de simplesmente
escrever. Pensei em mandar o um pouco eterno livro para o concurso do Sesc,
depois que soube que E o Vento Levou foi recusado 38 vezes (aliás, descobri 10 livros famosos que foram recusados, e várias vezes). Novas revoluções
se aproximam, enquanto vou tateando o texto. Escrever é como tocar um
instrumento musical, precisa praticar, senão a coisa vai para o espaço. E ler,
é claro. Tenho que retomar as leituras. Foco.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
De volta ao caderno
Enquanto ouço Mobley, na tarde de terça de volta à cidade-sorriso na minha semana de folga, e vejo minimizadas no monitor as aulas que comecei a estudar para a prova de sábado, em uma rara hora que consigo sentar aqui para escrever (resistir é preciso), entre a primeira e a segunda xícara de café, antevejo as páginas que consegui escrever de volta ao caderno nos minutos finais pós jornada de trabalho em meu quarto na City of Taquari, a espera de serem jogadas em meu computer, trabalhar e retrabalhar o texto, e penso nos comentários da Mademosoille de ontem, e vejo como ando escrevendo períodos longos no texto, estamos na oitava linha do word e ainda não coloquei sequer um ponto no texto, mas e daí, fluxos de consciência são um barato, ainda mais quando a gente vai solando pelas palavras, e sorrio agradecido à Providence pelo que minha vida se tornou, em plena terça de tarde, os indicadores do Blogger mostram que tenho leitores nos Estados Unidos, Russia, Alemanha e na França, veja você, imagina comentários em cirílico aqui, bem que podia, mas o mais importante é continuar escrevendo, lendo, estudando & acreditando, enquando a primavera se faz de outono, e que bom que é assim, pausa para respirar enquanto Kelly sola o piano e termino a segunda xícara de café, desta vez com chantilly e swingo junto com Blakey, life’s good, e nosso amor está aqui para ficar.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Antes de retrabalhar minha novelinha
Enquanto penso em Mobley e Lee voando High and Fligthy, tentando equilibrar os pratos entre estudos, levantar cedo, tentar ir dormir cedo, tentar ter disciplina e exercitar a escrita & leitura diárias, aproveitando que com esse friozinho não tenho mais desculpa para não fazer, vou me aprontando para ler de novo a versão da novela que terminei ano passado, ainda com muito trabalho pela frente, ainda com a voz do narrador, a fluência, os personagens e o poder de persuasão me esperando. Quer dizer, um texto nunca está pronto. Chega o momento em que a gente dedide parar de mexer, mas sempre haverá algo a retocar.
Ouvi alguns pareceres, mas segundo ensina o Professor Koch, um texto pode ruir ante a um simples comentário, quando ele ainda não está pronto para ser avaliado (o que Stephen King chamava de "versão a portas fechadas"). Enquanto isso, vou aquecendo o teclado escrevendo qualquer coisa, apenas para engraxar as engrenagens da mente e a sintaxe dos dedos, e o texto aos poucos - bem aos poucos - vai fluindo. Como este blog não é (teoricamente) um diarinho, as palavras saem com mais dificuldade quando são para serem digeridas abertamente do que sairiam se fosse um despretensioso e catártico e-mail-carta para um único leitor. Não importa. Inspiração não cai do céu, é trabalho, trabalho, trabalho sem fim, já disse Roth. Mas quem sabe se não seguir o conselho do mais famoso dos médicos-escritores, Антон Павлович Чехов, e escrever todos os dias, a coisa não embala?
Ouvi alguns pareceres, mas segundo ensina o Professor Koch, um texto pode ruir ante a um simples comentário, quando ele ainda não está pronto para ser avaliado (o que Stephen King chamava de "versão a portas fechadas"). Enquanto isso, vou aquecendo o teclado escrevendo qualquer coisa, apenas para engraxar as engrenagens da mente e a sintaxe dos dedos, e o texto aos poucos - bem aos poucos - vai fluindo. Como este blog não é (teoricamente) um diarinho, as palavras saem com mais dificuldade quando são para serem digeridas abertamente do que sairiam se fosse um despretensioso e catártico e-mail-carta para um único leitor. Não importa. Inspiração não cai do céu, é trabalho, trabalho, trabalho sem fim, já disse Roth. Mas quem sabe se não seguir o conselho do mais famoso dos médicos-escritores, Антон Павлович Чехов, e escrever todos os dias, a coisa não embala?
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