Vai escrevendo, como tu tá escrevendo agora e vê o que acontece. Pode ser uma boa inspiração, desde que tu escreva todo dia. Ou melhor, que tu escreva hoje, que é o único dia que vale. Não é muita coisa não, mas se começar a partir de hoje - sim, novas revoluções de agora vai, religiosamente, mesmo que sejam apenas fluxos de consciência. É melhor que nada. Estava para escrever um flerte, mas esqueci. Será que é aquela história de “o que tu vai fazer no feriado”? Estou aceitando sugestões. Posso pensar em várias coisas. Estou pensando em várias coisas neste exato momento. Poderíamos pensar em outras várias coisas, se a gente tivesse mais tempo. Talvez tenha. Talvez todo o tempo do mundo. Talvez, em um mundo paralelo, a gente pudesse mudar nosso passado, reescrever nossas histórias. Quem precisa de passado quando temos o futuro todo pela frente? Começando por hoje? Começando por hoje. Hoje e quem sabe um pouco mais. Quem sabe muito mais. Um piano e pouca luz? Um piano e nenhuma luz. Só nossas silhuetas, para que mais? Silhuetas juntos. Bem juntinhos. E as teclas do piano iam contar nossa história, nossa música. “Nossa”, tipo pronome possessivo? Sim, sou muito ciumento. Se quiser posse, vai ter que cuidar. Quer que eu cuide? Sempre. Sou muito cuidadoso. É o que todos dizem. Todos mentem. Então você também está mentindo. Todos, menos eu. Como vou saber se é verdade? Vai ter que confiar. Pagar para ver? Ou seu dinheiro de volta. A flecha depois de lançada não volta mais. Principalmente se acertar o coração. Pode matar, sabia? Se não atirar, também podemos morrer. A oportunidade perdida? Sempre ela.
sábado, 6 de abril de 2013
Blue Note
Vai escrevendo, como tu tá escrevendo agora e vê o que acontece. Pode ser uma boa inspiração, desde que tu escreva todo dia. Ou melhor, que tu escreva hoje, que é o único dia que vale. Não é muita coisa não, mas se começar a partir de hoje - sim, novas revoluções de agora vai, religiosamente, mesmo que sejam apenas fluxos de consciência. É melhor que nada. Estava para escrever um flerte, mas esqueci. Será que é aquela história de “o que tu vai fazer no feriado”? Estou aceitando sugestões. Posso pensar em várias coisas. Estou pensando em várias coisas neste exato momento. Poderíamos pensar em outras várias coisas, se a gente tivesse mais tempo. Talvez tenha. Talvez todo o tempo do mundo. Talvez, em um mundo paralelo, a gente pudesse mudar nosso passado, reescrever nossas histórias. Quem precisa de passado quando temos o futuro todo pela frente? Começando por hoje? Começando por hoje. Hoje e quem sabe um pouco mais. Quem sabe muito mais. Um piano e pouca luz? Um piano e nenhuma luz. Só nossas silhuetas, para que mais? Silhuetas juntos. Bem juntinhos. E as teclas do piano iam contar nossa história, nossa música. “Nossa”, tipo pronome possessivo? Sim, sou muito ciumento. Se quiser posse, vai ter que cuidar. Quer que eu cuide? Sempre. Sou muito cuidadoso. É o que todos dizem. Todos mentem. Então você também está mentindo. Todos, menos eu. Como vou saber se é verdade? Vai ter que confiar. Pagar para ver? Ou seu dinheiro de volta. A flecha depois de lançada não volta mais. Principalmente se acertar o coração. Pode matar, sabia? Se não atirar, também podemos morrer. A oportunidade perdida? Sempre ela.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Os Seis Anos da História de Carol
Celebrando que começamos o glorioso Outono hoje, registro
que há exatos seis anos (19 e 30, para ser mais preciso), comecei a rabiscar a
história de Carol no caderno. O então Homem no Espelho era para ter sido concluído
em três meses, mas levou mais de três anos, e só terminei de escrever, e ainda
no caderno (embora também tenha escrito muitos trechos no computador), no fim
de agosto de 2010. Aliás, se quiser conhecer essa epopeia, contei tudo quando terminei a história.
Algumas pessoas leram, umas gostaram, outras nem tanto, e
achei que aquela versão tinha alguns problemas de voz narrativa e fluência.
Então comecei a alimentar a ideia de escrever uma nova versão. Afinal, o Sr. Narrador
tinha mudado e consigo a história que queria contar. E então, em outubro de
2011, um dia depois de ter voltado definitivamente de Taquari, e com aquele
clima de novos começos, comecei a escrever a nova e atual versão (como você
pode ver aqui).
De qualquer forma, ainda falta o último dos três capítulos
para encerrar esta versão, que espero que seja a definitiva. Logo, não posso
dizer que terminei de fato a História de Carol (ou O Homem no Espelho, ou seja
lá o nome que ela vai ter). De qualquer forma, registro aqui para abrir os
trabalhos na estação dos dias cinzas (e celebrando que o friozinho voltou,
milagrosamente, antes este ano) e deixo a música que inspirou a fagulha inicial
da narrativa (e vendo o vídeo, de alguma forma, tem a ver com o que eu queria
contar), a linda How far will we go.
Em tempo: boas novidades literárias se anunciam. Águas de
março fechando o verão e a promessa de vida no meu coração.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Consultor fala em Março
Encontrei ontem o Adriano D' Avila, com quem já estudei Tai Chi
Chuan, e ele me perguntou o que eu andava fazendo. Respondi que escrevendo e
trabalhando com dependência química. Ele disse, que interessante você falar
isso, porque também estou trabalhando com dependência química, fazendo um
serviço voluntário ensinando Tai Chi e filosofia oriental em comunidades
terapêuticas. Concordamos que nada é por acaso, depois de anos a gente se
encontrar e falar disso, ambos no mesmo métier, e sugeri
de ele ir até a Cruz Vermelha e quem sabe fazer um voluntariado lá. Ele me
sugeriu de eu falar sobre isso aqui, já que tenho um blog. Eu, que acredito em
sinais, achei que aquilo fosse um sinal e vim para casa pensando nisso. Nunca
falei sobre meu trabalho com dependência química aqui no Distantes Trovões,
porque teoricamente este é um blog sobre literatura, meus escritos e egotrips
com gostinho de literatura, mas pensei: se tenho duas profissões, por que não
falar delas aqui? Afinal, se você escrever “Consultor em Dependência Química”
no google, dificilmente vai ser direcionado para cá. Então lá vai:
Sou
voluntário da Cruz Vermelha há mais de dois anos, no Ambulatório (para álcool e
outras drogas, e que teoricamente é um Caps AD - não somos ainda, embora a rede
pense que sim). Atualmente coordeno dois grupos lá, o grupo aberto na quarta e
o grupo de preparação de fim-de-semana na sexta, ambos às 10 e meia da manhã
(nos moldes dos grupos de prevenção à recaída). Já trabalhava voluntariamente
com dependência química há alguns anos (este ano completei 7 anos na área), fiz
o Curso de Formação de Consultor em Dependência Química do Hospital Mãe de
Deus, a primeira e única turma que teve, pelo menos por enquanto (antes da UDQ
se mudar), coordenados pelo Arnaldo Broll Woitowitz e pela Alessandra Mendes
Calixto (que me deixaram com saudades das aulas e de seus ensinamentos), a
mesma turma que formou a Gesiele
Marcondes, e onde tivemos aulas com o pessoal do Cefi também.
Que mais?
Também fiz o curso Prevenção ao uso indevido de drogas – Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias, do Senad (ou Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, para os não-iniciados), em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina. Também trabalhei na Clínica Santa Terezinha, em Taquari, e trabalhei (e trabalho, caso você precise) como A. T. (Acompanhante Terapêutico, caso você não esteja familiarizado com a sigla). Se quiser contratar meus serviços e ver preços, deixe um recado aqui ou mande um e-mail para distantestrovoes@gmail.com, tcherto?
[Ah, também tenho graduação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, pela PUCRS - mas não espalha, tá? :)]
Neste mês começamos o glorioso Outono, redescobri o clássico Mingus Ah Um, de um dos maiores
mestres do baixo do jazz Charles Mingus, agora que estou me
preparando para ler sua autobiografia, e estou até – pasmem – dando umas
caminhadas a fim de começar a correr, inspirados por este belo texto sobre por que os escritores devem correr, mas sobre isso falo mais em
próximos posts.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Escolha o melhor título de livro
Digamos que eu esteja escrevendo a segunda versão de uma novela. Mesmo que você ainda não saiba do que se trata, qual destes títulos você acha melhor...?
O Homem no Espelho
Doces Meninas com Quem Passei uma Temporada no Inferno
A História de Carol
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Escrever é um ato de fé - Segunda Parte
Pensei em escrever hoje. Decidi sentar aqui. Não tenho tido tempo de sentar em frente ao monitor, tenho trabalhado fora e o mais perto de produzir um texto que tenho conseguido são as valiosas anotações em meu bloquinho sobre os igualmente valiosos comentários da única pessoa que leu os trechos iniciais da nova versão da história de Carol, um amigo meu que também escreve e é uma cabeça pensante. Não cito o nome dele aqui pois ainda não pedi permissão. Nem sempre peço, é verdade, mas se ele concordar falo dele em breve. O caso é que tenho pensado na história de Carol, assim como na de Pedro Revell, dois protagonistas das narrativas mais longas que já escrevi até hoje (ambos ainda inéditos), e há pouco tempo decidi que, já que eles têm um fio condutor entre eles (no fundo são quase o mesmo personagem, só que em diferentes fases da vida), pensei em fazer uma trilogia. Imagina só, Cinquenta Tons com Distantes Trovões (desculpe, não podia perder a piadinha).
Enfim, reli agora o texto sobre escrever ser um ato de fé, e para a fé crescer, a gente tem que praticar. O trabalho que realizei até ontem não me garante o dia de hoje. Assim como o trabalho do dia de hoje, produzir neste exato momento, não me garante o dia de amanhã. Escrever é algo que os loucos fazem para se sentirem normais. É algo a partir do qual, para quem tem falta de auto-aceitação, as pessoas ganham aceitação, quem sabe até façam as pazes com a vida como ela é, depois que escrevem. Mas têm que escrever. Só há uma coisa a fazer, ouvi ontem no almoço, com outro amigo que também escreve e recém passou para o Mestrado em Escrita Criativa (também não vou citar seu nome – ainda –, não sei se pode). Só há uma coisa a fazer, disse ele: baixar a cabeça e trabalhar. Baixar a cabeça e escrever. Só existe uma maneira de fazer, disse ele tempos atrás: é fazendo. E neste exato momento estou cumprindo o Mandamento de Plínio, o Velho (ah, os tempos da Oficina do Assis!), sobre praticar sua arte sistematicamente todo dia, mesmo que só um pouco, contando a história de Apeles de Colofón, o retratista oficial de Alexandre, o Grande, dizendo nulla dies sine linea: nenhum dia sem uma linha. Nenhum dia sem uma frase.
Mas dos que não pedi permissão para citar, e vou citar mesmo assim, queria deixar um abraço para o Ewerton, que pouco antes de eu começar a escrever este texto, deixou um elogio ao Distantes Trovões no meu Skoob. Seja bem-vindo. Também será um prazer te ter como lido na minha estante em um futuro próximo.
Enquanto isso, caros Leitores Anônimos do Distantes Trovões Ponto Blogspot Ponto Com, aguardem novidades.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Antes dos 35
Neste blog de muitos acessos diários e poucos comentários:
Amanhã temos aniver.
Dia 15 de fevereiro sai o resultado do prêmio dos 1504
inscritos.
Novos livros em avaliação. Grandes editoras, grandes
expectativas.
Muito trabalho, nem tanta literatura quanto gostaria.
Lendo A Arte da Ficção.
Destilando em Forno Alegre.
Still we try.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
5 minutinhos diários
Falando em escrever ser um ato de fé e produzir a
materialidade de um texto, abrindo os trabalhos neste ano que começou em uma
terça, dia do senhor dos trovões, escrevo agora. Ontem soube que meu rebento
está concorrendo com outros 1504 inscritos no concurso cujo resultado sai em
abril. E tem uma editora porreta analisando meu texto. Ontem também Ali Luke
deu a dica para uma bela resolução de ano novo: escrever (ou editar) pelo menos
5 minutos por dia sua ficção. 5 minutos não é muito, mas por isso mesmo não tem
desculpa para não fazer. São só (ou pelo menos) 5 minutinhos. Em algum ano passado,
talvez tenha sido 2004, quando ainda morava em casa, consegui aplicar a técnica
dos 5 minutinhos diários à bateria. Deu certo. Na primeira versão deste blog,
perdida para sempre nos confins da internet, consegui fazer 100 solos de
bateria, em 100 dias consecutivos. Uma das técnicas mais legais que sei (rulo
de um na mão direita, rulo de um na mão esquerda, dois toques no bumbo e
distribuir isso pelos tambores), aprendi naqueles 100 dias, em que consegui me
dedicar (pelo menos) 5 minutinhos diários. E a ideia de Ali é se dedicar pelo
menos 5 minutos a sua ficção. Muito legal escrever posts de blog ou artigos,
mas o assunto agora é ficção. Sim, tudo é escrita, tudo é óleo para a máquina.
Mas a gente exercita músculos diferentes quando está criando ficção, diferentes
de quando simplesmente sento aqui e escrevo o que estou pensando. A crônica tem
um compromisso com ser sobre alguma coisa, as pavorosas redações de vestibular
têm o compromisso de não fugir do tema. Meu único compromisso neste exato
instante é escrever. Depois vou ter outros, mas neste momento é apenas
escrever.
Depois retomaremos a história do trabalho socialmente
necessário, agora que as férias aqui no escritório da Distant Thunders
Administration estão acabando. Concentração, disse Murakami. Quero aumentar as
horas de leitura, mais livros e menos blogs (rá rá), ainda mais que novos
projetos se aproximam, e o tempo que já é curto vai ficar mais curto. Mas como
o dia é hoje e a hora é agora, acho que posso escrever mais um pouco, ler mais um
pouco, depois tomar um coffee, curtir um som, e assim vamos. Agora é hora. E
mesmo que hoje (ainda) não foi ficção, me dediquei mais do que 5 minutinhos a
produzir. Funciona.
Agora, se você tem mais um tempinho, as dicas culturais do dia são esta bela entrevista com editor, e aprender mais sobre a escrita como profissão.
Mas se não tem mais tempo, então organize sua vida.
Depois aprenda como desenvolver o hábito de escrever diariamente.
E não esqueça das 8 desculpas para não escrever hoje.
Agora, se você tem mais um tempinho, as dicas culturais do dia são esta bela entrevista com editor, e aprender mais sobre a escrita como profissão.
Mas se não tem mais tempo, então organize sua vida.
Depois aprenda como desenvolver o hábito de escrever diariamente.
E não esqueça das 8 desculpas para não escrever hoje.
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